Por que sua filha não precisa de uma escola de princesas
- 18 de out. de 2016
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Educar um filho não é fácil. Por mais que os pais queiram passar só ensinamentos positivos que receberam, muitos costumes e atitudes conservadoras são reproduzidas sem mesmo serem percebidas ou avaliados. A notícia de uma escola de princesas, divulgada na última semana, levou a alguns questionamentos sobre a criação dos filhos.
A educadora infantil Olivia Coelho explica:
"Se uma criança vive em um contexto sexista, isso fará parte do que ela entende por realidade. Muitos dos costumes sociais não são necessariamente 'ensinados' pelos pais ou pela escola, muitas vezes são reproduções sociais que influenciam na construção do nosso imaginário social."
Vivemos num contexto atual onde as mulheres têm mais participação no mercado de trabalho e estamos num processo de desconstrução do sexismo na sociedade. As crianças estão acostumadas a ver a mulher como trabalhadora e é preciso criar contextos favoráveis para continuar desconstruindo os estereótipos de gênero na sociedade.
"Crianças que convivem em espaços mais igualitários são expostas a diversas situações de diversidade, o que é importante para uma maior tolerância e respeito na vida adulta. Se a família entender que respeito à diversidade e igualdade de gênero são valores importantes no desenvolvimento das crianças, certamente, o feminismo será um instrumento rico para ser explorado com os filhos."
Não podemos criar as crianças com limitações de gênero, como dizer que rosa é cor de menina e azul é cor de menino. Devemos respeitar as características naturais das coisas sem limitar as crianças a fazerem certas coisa, pois pode acabar sendo prejudicial para as mesmas. Não podemos criar comparações negativas entre os sexos, ambos os sexos podem ser frágeis ou qualquer coisa que seja, o ambiente criado deve ser igualitário. Tentar desconstruir estereótipos é o essencial.
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