Jout Jout e o feminismo
- 18 de out. de 2016
- 2 min de leitura

Se você acha perda de tempo ver vídeos sobre crises existenciais ou sobre relacionamentos é porque, com certeza, ainda não assistiu a Jout Jout Prazer.
Criado por Julia Tolezano, o canal do YouTube tem sua graça em assuntos cotidianos pelo jeito como são abordados. “Eu sou tipo um amigo no bar conversando”, diz Julia. O canal foi criado há dois anos, mas realmente bombou com a publicação de "Não tira o batom vermelho".
Ao falar sobre relacionamentos abusivos “de forma descontraída", o vídeo foi visto mais de 700 mil vezes.
Ela lamenta:
“É triste que tenha feito tanto sucesso, porque quer dizer que muitas pessoas estão em relacionamentos abusivos”.
O conteúdo dos vídeos do canal consegue ir de coisas como filmar o próprio pé, falar como odeia privada de casa ou criar um funk sobre biscoito e bolacha. Jout Jout mistura isso com vídeos mais sérios, como homossexualidade, masturbação feminina e cultura do estupro.
“Meus vídeos rodam muito nos grupos feministas do Facebook. Eu nunca me identifiquei como feminista e levantei bandeiras. Mas aí eu fui vendo as coisas que o feminismo diz e fui vendo as coisas que eu digo e vi que encaixava perfeitamente.”
Julia tem a ajuda e o apoio do namorado Caio, que participa sem aparecer. Já virou um personagem, o qual certa vez os seguidores do canal mandaram seus desenhos de como achavam que ele seria (hoje o caio já apareceu!!). Ela criou uma série de vídeos chamada “Cajout responde”, onde o casal lê perguntas enviadas por fãs pelo Facebook.
Para aqueles interessados, Jout Jout já foi capa da revista TPM e tem um livro publicado, que se chama "Tá todo mundo mal: O livro das crises", onde narra diversas crises que teve durante sua vida e o desfecho para cada uma delas.
Aqui está o famoso vídeo do batom vermelho:
Tá bem? Então, tá bem.







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